Deputado Gustavo Carvalho solicita medidas urgentes para garantir soro antiofídico nos hospitais regionais do RN
Gustavo Carvalho alerta para risco de mortes no interior por falta do insumo essencial

Durante sessão realizada nesta terça-feira (17), o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) apresentou um requerimento à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte cobrando providências imediatas para regularizar o abastecimento de soro antiofídico nos hospitais regionais do estado. A solicitação é direcionada ao Governo do Estado e à Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP).
O parlamentar destacou que relatos de desabastecimento têm gerado grande preocupação, especialmente em municípios do interior, onde são mais frequentes os acidentes com serpentes peçonhentas e o acesso a serviços de saúde é limitado. Segundo Gustavo Carvalho, a ausência do soro representa um risco real de morte, principalmente para a população rural.
Atualmente, apenas cinco hospitais potiguares dispõem do soro antiofídico: Hospital Giselda Trigueiro e Hospital Maria Alice Fernandes (pediátrico), ambos em Natal; Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó; Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros; e Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Nos demais 162 municípios do estado, a situação é considerada crítica.
No documento, o deputado solicita informações detalhadas à SESAP sobre a quantidade atual do soro disponível, a periodicidade do abastecimento, os critérios de distribuição e as estratégias emergenciais adotadas para mitigar o problema. Ele também reforçou que a saúde é um direito constitucional e que o Estado tem a obrigação de garantir o acesso universal a serviços de emergência como o tratamento de acidentes ofídicos.
Gustavo Carvalho ainda ressaltou que a ausência do insumo pode resultar em amputações e óbitos. Para ele, é inadmissível que vidas sejam perdidas por falta de um tratamento considerado básico. O requerimento será encaminhado à governadora Fátima Bezerra e ao secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta Câmara, com a expectativa de que o tema receba prioridade na gestão estadual.





