Incêndio em Mossoró mata jiboias e expõe tragédia ambiental na fauna silvestre
Bombeiros combatem fogo em vegetação e alertam para aumento de ocorrências durante período de estiagem no RN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado para conter um incêndio em área de vegetação no município de Mossoró, localizado na região Oeste potiguar. Ao chegarem ao local, os militares se depararam com uma cena alarmante: duas jiboias carbonizadas entre os escombros, além de diversos outros animais silvestres tentando escapar do fogo. O episódio escancara os efeitos devastadores dos incêndios florestais sobre a fauna nativa da região.
De acordo com os bombeiros, as queimadas não apenas ameaçam a vida humana e os bens materiais, como também destroem ecossistemas inteiros. A morte de animais, especialmente espécies como as jiboias, que têm papel importante no equilíbrio ambiental, revela a dimensão silenciosa e trágica das queimadas. Muitos bichos não conseguem fugir a tempo e acabam sendo vítimas do calor intenso e das labaredas.
Somente nos últimos cinco dias, o CBMRN registrou 13 ocorrências de incêndios em áreas de vegetação em todo o estado. A situação tende a se agravar neste período de estiagem, quando a vegetação seca se torna altamente inflamável, elevando consideravelmente o risco de novos focos de incêndio. O clima seco e os ventos fortes favorecem a propagação rápida das chamas.
A corporação reforça que é estritamente proibido atear fogo em terrenos baldios, matas ou áreas rurais, mesmo com o intuito de limpeza. A prática, além de ilegal, configura crime ambiental e pode resultar em penalidades severas. O impacto de ações irresponsáveis vai além da degradação ambiental: compromete a saúde pública, coloca vidas em risco e sobrecarrega os serviços de emergência.
O CBMRN orienta que, ao perceber qualquer sinal de incêndio, a população deve acionar imediatamente o número 193. A rapidez na comunicação pode evitar tragédias maiores e reduzir os danos causados às áreas naturais e à fauna local.
Diante dos recentes casos, cresce a necessidade de ampliar campanhas educativas e fiscalizações mais rigorosas para conscientizar sobre os perigos das queimadas. A proteção da fauna e da flora deve ser tratada como prioridade, especialmente em tempos em que o meio ambiente mostra os efeitos acumulados da ação humana.





