
O Tribunal do Júri Popular da Comarca de Mossoró realiza nesta quarta-feira, 2 de julho de 2025, o julgamento de Evano Menino de Brito, conhecido como “Fusquinha”, de 31 anos. Ele responde pela morte de Daniel Sousa do Nascimento, cujo corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa nas margens do Rio Mossoró, no bairro Pirrichil, zona sul da cidade.
O crime ocorreu em 14 de janeiro de 2024. Segundo denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), baseada na investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Fusquinha teria raptado Daniel e outro homem identificado como “Louco”, com a ajuda de um menor de idade. O objetivo seria descobrir quem havia furtado uma bolsa contendo drogas.
As vítimas foram espancadas e forçadas a lutar entre si até a morte. Apenas o corpo de Daniel foi localizado, enquanto o paradeiro de “Louco” segue desconhecido. O caso chocou a cidade pela brutalidade e pela forma como os agressores tentaram ocultar os vestígios do crime.
A sessão de julgamento ocorre no Fórum Silveira Martins, sob presidência da juíza Ana Orgette de Souza Fernandes Vieira. O promotor Ítalo Moreira Martins é o responsável pela acusação e deve pedir a condenação do réu pelos crimes de rapto, corrupção de menor, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Já a defesa de Evano está a cargo do advogado Jerônimo Azevedo Bolão Neto, que sustenta a tese de negativa de autoria. Caberá ao Conselho de Sentença, composto por sete jurados da sociedade mossoroense, decidir de forma secreta sobre o destino do acusado.
O caso mobiliza a opinião pública local e reforça a atenção para crimes violentos e ligados ao tráfico de drogas em comunidades periféricas. A expectativa é que o julgamento traga justiça à família da vítima e represente um passo no enfrentamento da criminalidade na região.



