
Três homens foram condenados pela Justiça potiguar a 25 anos, 9 meses e 28 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de roubo majorado, sequestro relâmpago e tentativa de homicídio qualificado contra quatro policiais civis. A decisão atende à denúncia do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte e marca um firme posicionamento do sistema de Justiça frente à violência contra agentes públicos.
Os crimes ocorreram em 28 de janeiro de 2025. Por volta do meio-dia, os acusados Maykon Rubson Alves do Nascimento, Darlisson André da Silva Gomes e Francisco Fabiano Benício dos Santos abordaram uma vítima na BR-116, em Jaguaribe/CE. Eles roubaram um celular e um macaco hidráulico e mantiveram a vítima sob seu domínio por tempo prolongado, configurando restrição de liberdade.
Duas horas mais tarde, na RN-015, já em Mossoró/RN, os criminosos avistaram policiais civis que realizavam diligências e passaram a disparar tiros de arma de fogo contra os agentes Abdias Castro de Morais Neto, Saulo Mendonça, Felipe Dantas de Sousa e Thomas Daniel. O ataque teve como objetivo garantir a fuga e preservar os bens roubados.
Os policiais civis revidaram à agressão e iniciaram uma perseguição, que se estendeu até a Rua João da Escóssia, no bairro Nova Betânia, em Mossoró. Os três acusados foram presos após intensa troca de tiros. Nenhum policial foi ferido durante a ação, mas a Justiça entendeu que os réus agiram com dolo eventual, ou seja, assumindo o risco de matar os agentes.
A sentença, que inclui quatro tentativas de homicídio qualificadas, reforça o papel do Judiciário no enfrentamento à criminalidade violenta e na proteção dos profissionais da segurança pública. A atuação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil foi determinante para a responsabilização dos envolvidos, demonstrando que o Estado não tolerará agressões contra seus servidores.



